
Série: "Utopia"
Série de pinturas que fogem da realidade. Escapismo do mundo. Fuga da realidade?
Procuro concentrar aqui um grupo de trbalhos de fogem da realidade, por não se enquadrarem bem em algum tipo de temática que eu conheça. Coloquei como nome desta série de Utopia, pois são trabalhos que fogem da realidade, fogem da sociedade, ou procuro representar a realidade mas ironicamente estar fugindo desta mesma realidade. Talvez, representem o escapismo da vida tão rápida, incessante e aniquiladora. Opressora, e que se apodera de nós todos, como se estivéssemos em uma máquina constante de trituração em massa.
História
Obras que procuram evocar uma suprarealidade; algo difícil de ver mas que esta lá. Um surrealismo urbano talvez, como medida do caos e da limitação humana frente à uma realidade criada pelo ser humano. Estamos à mercê em um rio, sendo levados à força, muitas vezes, e quase sempre precisando exercer uma força sobre humana para sair da correnteza.
Às vezes ver a realidade de relance vemos coisas, consequência de nosso cansaço, talvez uma pequena falta de fé na humanidade, ou a compreensão de nossa insignificância frente ao mundo, à sociedade, etc.
Obras

"Utopia"
Técnica: mista (tinta à óleo e colagem) s/ tela.
Tamanho: 60x50 cm. 2011.
Esta obra foi concebida na faculdade de Belas Artes, UFRJ, durante o Curso de Graduação em Pintura. Gosto muito desta minha obra e resolvi compartilhar com vocês sobre ela, como eu construí ela, alguns estudos e testes que fiz durante a construção desta pintura. A III Bienal da Escola de Belas Artes da UFRJ ocorreu de 23 de novembro a 18 de dezembro de 2011 na Casa de Cultura Professor Almir Paredes, no bairro da Glória, Rio de Janeiro. O evento comemorou os 195 anos da instituição sob o tema “COMTRADIÇÃO”, focando no diálogo entre tradição e contemporaneidade Texto escrito por Roberto Campaneruti Junior; "III Bienal da escola de Belas Artes": "Dotado de um olhar preciso, o artista utiliza o universo ao seu redor para a criação de pinturas que dialogam com um certo realismo e exterioriza, de forma irônica, um mundo habitado por visões fantasiosa, mas que ao mesmo tempo, critica os modos de vias atuais, que priorizam o individualismo e o consumismo. Em suas telas também vemos um diálogo com o hiper realismo. Uma estética composta de colagens enriquece o cenário montado pelo artista. Seu trabalho é iniciado com fotografias geradas por celular e, ao transpô-las para a tela, elas revelam traços e matrizes de sua personalidade. Não seríamos capazes de perceber as nuances de certos momentos, casi estivéssemos com o olhar ainda automatizado pela padronagem das formas e clichês. Porém, o artista é capaz de nos revelar elementos que nossa visão comum não aprenderia. Como sua irônica mochila, desfrutando de um momento fast-food, apresentada como parte dos indivíduos que integram a sociedade contemporânea. Ela está sentada em um gesto humanizado e escutando musicas em seu mp3, emanando escapismo e suposto distanciamento: a cena é quebrada com o rabo de um gato escondido atrás de um copo de 700 ml. Talvez até a própria mochila não tenha notado, afinal ela também é parte vital, como uma cidadã, de uma geração dotada de visões superficiais."

"Molho"
Técnica: óleo s/ tela. Tamanho: 50x40 cm. 2011.

"Surpresa"
Técnica: óleo s/ tela. Tamanho: 50x40 cm. 2011.




